Tecnologia de ponta

Cirurgias oftalmológicas modernas e seguras

Cirurgias realizadas com alta precisão, segurança e tecnologia de última geração, focadas em resultados visuais superiores e recuperação rápida.

Visão renovada

Da avaliação de rotina aos exames de alta complexidade

Os exames oftalmológicos são essenciais para detectar alterações precocemente, acompanhar doenças já diagnosticadas e orientar o melhor tratamento para cada paciente.

No NEO Hospital de Olhos, realizamos exames com tecnologia moderna e equipe treinada, seguindo protocolos que priorizam precisão, rastreabilidade e segurança. Nosso objetivo é transformar informação em cuidado: resultados confiáveis, explicados de forma clara e aplicados corretamente na decisão médica.

A estrutura do NEO permite investigar com profundidade as principais condições que afetam a visão — como glaucoma, doenças da retina, catarata, ceratocone, alterações da córnea, olho seco e distúrbios refrativos. Cada exame tem uma função específica e, quando bem indicado, faz diferença real no diagnóstico e no acompanhamento.

Aqui, o paciente é orientado sobre o propósito de cada etapa, tempo de realização e necessidade de preparo, quando houver. Exame bem feito é mais do que uma imagem ou medida: é segurança para o médico e tranquilidade para o paciente.

Assista ao vídeo e conheça nossa estrutura cirúrgica

Principais cirurgias

Cirurgia de Catarata

Você já sabe que a Catarata é a doença ocular que provoca a perda gradual de transparência no cristalino, a lente natural do olho.
Você já sabe também que é uma doença progressiva e, eventualmente, inevitável, já que ela faz parte do processo natural de envelhecimento do corpo.

Cirurgia Refrativa

Cirurgia Refrativa é o nome dado ao procedimento cirúrgico que faz a correção da Miopia, Astigmatismo, Hipermetropia e Presbiopia, conhecidos como Erros Refrativos.
O procedimento é geralmente indicado aos pacientes que apresentem dependência dos óculos ou lentes de contato para enxergar.

Cirurgia para Presbiopia

O procedimento a laser para corrigir a presbiopia ou “vista cansada” envolve a tecnologia chamada PRESBYOND, desenvolvida em 2005.
É revolucionária na cirurgia oftalmológica a laser.
É adequada para 97% dos olhos com presbiopia.

Cirurgia de Ceratocone

O Ceratocone é a doença de caráter progressivo que provoca a degeneração do tecido da córnea.
O tecido corneano vai perdendo sua espessura e ficando mais fino com o passar do tempo, e isso leva à perda de curvatura da córnea e formação de cicatrizes, para estacionar a doença é indicado realizar a Cirurgia de Ceratocone em Belo Horizonte.

Cirurgia para Glaucoma

O Glaucoma é uma doença ocular complexa, que não apresenta sintomas claros e que é difícil de ser percebida.
O Glaucoma se caracteriza pelo aumento da pressão intraocular, geralmente provocada pelo excesso de líquido aquoso (líquido que preenche a cavidade interna do globo ocular).

Cirurgia de Vitrectomia

A vitrectomia é um procedimento cirúrgico indicado para o tratamento de doenças que acometem o vítreo e a retina, estruturas fundamentais para a visão. A cirurgia consiste na remoção do gel vítreo, permitindo melhor acesso e tratamento da retina quando necessário.
Cada caso é avaliado de forma individualizada, com exames detalhados e planejamento cirúrgico adequado

Todas cirurgias

Retina e Vítreo

Retina e vítreo são estruturas fundamentais da visão. A retina capta a luz e envia as informações visuais ao cérebro, enquanto a mácula é responsável pela visão de detalhes, como leitura e reconhecimento de rostos.
O vítreo é um gel transparente que preenche o interior do olho e pode sofrer alterações ao longo do tempo, causando sintomas como moscas volantes e flashes.

Doenças como buraco macular, membrana epirretiniana, retinopatia diabética, oclusões vasculares e descolamento de retina exigem acompanhamento especializado.
O diagnóstico é feito com exames como mapeamento de retina, OCT e retinografia, e o tratamento pode envolver laser, injeções intravítreas ou cirurgia (vitrectomia), com foco em preservar ou recuperar a visão.

Sinais de alerta (urgência): aumento súbito de moscas volantes, flashes, “cortina” no campo visual, queda rápida de visão ou distorção central nova.

O anel intracorneano (segmentos intraestromais) é um implante de material rígido e biocompatível colocado dentro da córnea para regularizar sua curvatura.
Ele é mais conhecido no tratamento do ceratocone e de ectasias corneanas, doenças em que a córnea afina e se deforma, provocando astigmatismo irregular e piora progressiva da qualidade visual.O objetivo do anel não é “curar” o ceratocone, mas melhorar a geometria da córnea, reduzindo irregularidades e ajudando o paciente a enxergar melhor com óculos ou lentes (e, em alguns casos, aumentar a tolerância às lentes).
A indicação é individualizada e depende de exames como topografia/tomografia da córnea, avaliação da espessura e padrão da ectasia, além de análise dos sintomas.

Como é feito: procedimento cirúrgico com técnica de alta precisão (frequentemente com femtosegundo), criando um “túnel” na córnea onde os segmentos são posicionados.
Recuperação: costuma ser rápida, com retorno progressivo da qualidade visual em dias a semanas.
Pontos importantes: em muitos pacientes, o anel é combinado com crosslinking para estabilizar progressão.

O buraco macular é uma abertura na mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes. Ele geralmente surge por tração do vítreo na mácula durante o processo natural de envelhecimento (tração vítreo-macular), e pode evoluir causando embaçamento central, linhas tortas e dificuldade para leitura.
O tratamento, na maioria dos casos, é cirúrgico e envolve a vitrectomia: remove-se o vítreo e são realizadas manobras delicadas para eliminar tração e favorecer o fechamento do buraco, muitas vezes com a remoção de uma fina camada (membrana limitante interna), para aumentar a chance de sucesso. Ao final, pode-se utilizar um gás intraocular que atua como “tamponamento” interno, ajudando a manter a mácula estável enquanto cicatriza.

Como é a cirurgia: microincisões, geralmente com anestesia local e sedação.
Recuperação: pode exigir posição específica da cabeça por alguns dias em casos selecionados; a melhora visual é gradual, ao longo de semanas a meses.
Prognóstico: quanto menor o tempo de evolução e quanto menor o buraco, melhor costuma ser o resultado.

A capsulotomia posterior é um procedimento a laser indicado para tratar a opacificação da cápsula posterior, condição comum após a cirurgia de catarata. Mesmo com a lente intraocular bem posicionada, essa “película” pode ficar opaca ao longo do tempo, causando visão embaçada, ofuscamento e redução de contraste — muitas vezes semelhante ao que o paciente sentia antes da cirurgia de catarata. O tratamento é realizado com o YAG laser, que cria uma abertura central nessa cápsula opaca, permitindo que a luz volte a passar livremente até a retina.​

Como é feito: procedimento ambulatorial, rápido, com colírios (anestésico e dilatador quando necessário).
Recuperação: em geral, melhora visual rápida (frequentemente em horas ou poucos dias).
Riscos (raros, mas importantes): aumento transitório da pressão ocular, inflamação, deslocamento de partículas vítreas e, muito raramente, edema macular ou descolamento de retina em predispostos.

O crosslinking corneano é o tratamento indicado para estabilizar o ceratocone e outras ectasias, reduzindo o risco de progressão. Ele fortalece a córnea ao aumentar as ligações entre fibras de colágeno por meio da combinação de riboflavina (vitamina B2) e luz ultravioleta (UVA).
É um procedimento especialmente relevante em pacientes jovens, pois o ceratocone tende a progredir mais rapidamente nesse grupo. O crosslinking não tem como objetivo principal “zerar o grau”, mas sim evitar piora e proteger a visão no longo prazo. Em alguns casos, pode haver melhora discreta da curvatura e da qualidade visual.

Como é feito: pode ser com remoção do epitélio (“epi-off”) ou técnicas selecionadas (“epi-on”), dependendo do caso.
Recuperação: nos primeiros dias pode haver desconforto, sensibilidade à luz e visão oscilante; a estabilização é avaliada ao longo de meses com exames.
Combinações comuns: pode ser associado a lentes especiais, anel intracorneano e reabilitação visual.

A aplicação de toxina botulínica é uma opção terapêutica para alguns tipos de estrabismo, especialmente quando se busca um ajuste muscular menos invasivo ou quando há indicação clínica específica.
A toxina enfraquece temporariamente o músculo onde é aplicada, permitindo reequilíbrio entre os músculos oculares e, em alguns casos, melhora do alinhamento e da visão dupla.
Ela pode ser utilizada em estrabismos agudos, em algumas paralisias, em casos selecionados de estrabismo infantil, ou como complemento/alternativa à cirurgia, dependendo do diagnóstico.

Como é feito: procedimento rápido, feito por especialista; pode requerer anestesia tópica ou sedação, conforme idade e caso.
Efeito: temporário, com pico em dias e duração de semanas a meses; em alguns pacientes, o alinhamento pode se manter melhor do que o tempo de ação, por reorganização do controle motor.
Possíveis efeitos: queda temporária da pálpebra, desvio transitório, visão dupla passageira — geralmente reversíveis.

O pterígio é um crescimento de tecido conjuntival que avança sobre a córnea, mais comum em quem se expõe muito ao sol, vento e poeira. Pode causar irritação crônica, vermelhidão, sensação de corpo estranho e, quando progride, induzir astigmatismo e reduzir a visão.

A cirurgia de pterígio (exérese) remove o tecido e, para reduzir recidiva, costuma ser associada a técnicas como enxerto conjuntival (autólogo) e medidas anti-inflamatórias.

Como é feito: cirurgia geralmente com anestesia local, ambulatorial.
Recuperação: pode haver irritação e vermelhidão por semanas; a melhora estética e do conforto é progressiva.
Risco principal: recidiva (voltar a crescer), reduzida com técnica adequada e controle de fatores ambientais.

A fotocoagulação a laser é um tratamento que aplica energia luminosa controlada na retina para atingir um objetivo terapêutico específico. É muito utilizada em retinopatia diabética (laser panretiniano para reduzir risco de sangramentos e neovascularização), em rasgos de retina (laser de barreira para prevenir descolamento), e em outras indicações conforme avaliação.
O laser não é “igual” para todas as doenças: o número de pontos, intensidade e padrão variam conforme o diagnóstico e o estágio da doença.

Como é feito: ambulatorial, com anestesia em colírio e lente especial; pode haver desconforto leve.
Recuperação: geralmente rápida, mas pode existir sensibilidade e visão embaçada transitória.
Possíveis efeitos: redução de visão noturna e periférica em casos de laser extenso (ex.: panretiniano), por isso a indicação precisa ser bem fundamentada.

A injeção intravítrea consiste na aplicação de medicamento diretamente na cavidade vítrea, permitindo alta concentração no local de ação (retina/mácula). É um dos pilares modernos no tratamento de DMRI úmida, edema macular diabético, edema macular por oclusões venosas e diversas outras condições inflamatórias ou vasculares.
Os medicamentos mais usados atuam reduzindo vazamento e crescimento de vasos anormais (anti-VEGF) ou controlando inflamação (corticoides em situações específicas).

Como é feito: em ambiente controlado, com antissepsia rigorosa e anestesia tópica; é rápido e geralmente bem tolerado.
Após o procedimento: pode haver sensação de areia, leve vermelhidão e visão um pouco borrada por algumas horas.
Riscos (raros, mas importantes): infecção intraocular (endoftalmite), inflamação, aumento de pressão, descolamento de retina — por isso há orientação de sinais de alerta e retorno imediato se dor intensa/queda de visão ocorrerem.

A introflexão escleral é uma técnica cirúrgica clássica e muito eficaz para tratar descolamento de retina em casos selecionados. Ela atua “empurrando” a parede do olho para dentro, aproximando-a da retina e reduzindo a tração vítrea sobre o rasgo retiniano.
Pode ser indicada especialmente quando há rasgos periféricos bem identificados, em pacientes com determinadas características anatômicas, e pode ser feita isolada ou combinada com vitrectomia.

Como é feito: cirurgia sob anestesia (geralmente local com sedação), com colocação de faixa/implante na esclera.
Recuperação: exige acompanhamento próximo; a visão pode demorar a estabilizar, dependendo se a mácula foi afetada e do tempo de descolamento.
Benefício: excelente taxa de sucesso em indicações corretas.

A iridotomia periférica a laser cria uma pequena abertura na íris para melhorar a circulação do humor aquoso entre as câmaras do olho. É indicada principalmente em olhos com ângulo estreito ou risco de glaucoma de ângulo fechado, prevenindo crises agudas que podem ser muito dolorosas e perigosas para a visão.
A decisão é baseada em exame de ângulo (gonioscopia) e na anatomia ocular do paciente.

Como é feito: procedimento ambulatorial com colírios; pode haver leve desconforto e sensibilidade à luz.
Após: é comum usar colírios anti-inflamatórios por curto período e medir a pressão ocular.
Riscos: aumento transitório da pressão, inflamação, pequenas hemorragias na íris — geralmente controláveis.

O laser de argônio verde é uma das fontes de laser mais tradicionais e usadas na oftalmologia, principalmente em retina, por sua capacidade de produzir efeitos controlados no tecido-alvo. Ele pode ser utilizado para selar rasgos retinianos, tratar áreas de isquemia, realizar laser em retinopatia diabética e outras indicações específicas.
Embora seja um termo genérico para o “laser verde”, o que realmente importa é a indicação correta, a técnica e a dosagem adequada.

Como é feito: ambulatorial; o médico define padrão, intensidade e número de aplicações conforme o objetivo.
O que o paciente sente: pode haver sensação de pressão ou leve desconforto; alguns pontos podem ser mais sensíveis dependendo da área tratada.

O laser de micropulso é uma modalidade que entrega energia em micropulsos, reduzindo o aquecimento contínuo do tecido. Em vez de “queimar” de forma visível, ele busca modular a resposta biológica, sendo usado em casos selecionados de edema macular e doenças retinianas específicas.
A grande vantagem é tentar obter benefício terapêutico com menor dano térmico aparente, mas a indicação é criteriosa e depende de diagnóstico, padrão do edema e estratégia do especialista.

Como é feito: ambulatorial, semelhante a outros lasers, porém com parâmetros específicos.
Recuperação: geralmente rápida; o efeito pode ser mais gradual.
Importante: não substitui injeções em muitos casos; pode ser complementar ou alternativa em cenários selecionados.

A terapia fotodinâmica (PDT) combina uma medicação fotoativa aplicada na veia (verteporfina) com a ativação por laser em uma área específica da retina/coroide. Essa combinação gera uma reação local que fecha seletivamente vasos anormais, sendo indicada em condições específicas, como algumas formas particulares de neovascularização e coroideopatias.
Em certos diagnósticos, a PDT pode ser utilizada isoladamente ou associada a anti-VEGF, visando melhor controle da doença.

Como é feito: aplicação intravenosa + laser direcionado; tudo de forma planejada e precisa.
Cuidados: por um período, há orientação para evitar exposição intensa à luz (devido à substância fotoativa).

A triquíase ocorre quando cílios crescem voltados para dentro e tocam a superfície ocular, causando dor, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e risco de abrasões e infecções na córnea. O tratamento depende do número de cílios e da recorrência.
O laser (geralmente argônio) pode ser utilizado para destruir o folículo piloso responsável pelo crescimento anormal (termoablação), oferecendo uma alternativa mais definitiva do que simplesmente arrancar o cílio, que frequentemente volta a nascer.

Como é feito: procedimento local, direcionado ao folículo.
Recuperação: geralmente rápida; pode exigir mais de uma sessão em alguns casos.

As lentes de contato são dispositivos ópticos colocados sobre a córnea para corrigir graus e, em muitos casos, melhorar significativamente a qualidade visual. Existem lentes gelatinosas, tóricas, multifocais, rígidas e esclerais — estas últimas muito importantes em ceratocone e irregularidades corneanas, pois “mascaram” a irregularidade e elevam a qualidade da imagem.
O sucesso do uso depende de adaptação correta, acompanhamento e higiene rigorosa.

Benefícios: campo visual amplo, liberdade para atividades, alta qualidade visual em casos específicos (ex.: ceratocone com lente rígida/escleral).
Riscos quando mal utilizadas: ceratite infecciosa, inflamações e cicatrizes corneanas — por isso nada de dormir com lentes sem indicação, usar água de torneira, ou prolongar tempo de troca.

A plástica ocular (oculoplástica) trata alterações das pálpebras, órbita e vias lacrimais, com foco funcional e também reabilitador/estético quando indicado. Doenças palpebrais não são apenas “estéticas”: pálpebras caídas (ptose) podem reduzir campo visual; entrópio/e ctrópio podem machucar a córnea e causar lacrimejamento; tumores palpebrais exigem avaliação e remoção adequada; obstrução da via lacrimal causa epífora (lacrimejamento) e infecções.
O especialista em plástica ocular avalia anatomia, função palpebral, proteção da córnea e necessidade de reconstrução.

Procedimentos comuns: correção de ptose, blefaroplastia funcional, cirurgia de vias lacrimais, reconstruções após remoção de tumores, correção de posição palpebral e de cílios.

O transplante de córnea é indicado quando a córnea perde transparência ou função, comprometendo a visão. Hoje, o transplante não é uma técnica única: existem modalidades mais seletivas, como transplantes lamelares (trocam apenas parte da córnea) e endoteliais (trocam a camada interna), além do transplante penetrante (total), escolhido conforme a doença.
As indicações incluem ceratocone avançado, cicatrizes corneanas, distrofias, ceratopatia bolhosa e falência endotelial, entre outras.

Como é feito: cirurgia em centro cirúrgico; a técnica depende da camada afetada.
Recuperação: exige acompanhamento rigoroso, uso de colírios e controle de rejeição/astigmatismo. A melhora visual pode ser progressiva e levar meses.

O YAG laser é um laser fotodisruptor usado para “abrir” tecidos com alta precisão, sem cortes. Na oftalmologia, é muito conhecido por dois procedimentos: capsulotomia posterior (após cirurgia de catarata) e iridotomia periférica (em olhos com risco de fechamento angular).
Apesar de ser um procedimento rápido, ele deve ser feito com indicação correta e acompanhamento de pressão intraocular e inflamação, especialmente em pacientes com glaucoma ou predisposições retinianas.

Como é feito: ambulatorial, com colírios; geralmente poucos minutos.
Após: orientação de colírios e retorno para checar pressão e evolução.

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Retina e Vítreo

Retina e vítreo são estruturas fundamentais da visão. A retina capta a luz e envia as informações visuais ao cérebro, enquanto a mácula é responsável pela visão de detalhes, como leitura e reconhecimento de rostos. O vítreo é um gel transparente que preenche o interior do olho e pode sofrer alterações ao longo do tempo, causando sintomas como moscas volantes e flashes.
Doenças como buraco macular, membrana epirretiniana, retinopatia diabética, oclusões vasculares e descolamento de retina exigem acompanhamento especializado. O diagnóstico é feito com exames como mapeamento de retina, OCT e retinografia, e o tratamento pode envolver laser, injeções intravítreas ou cirurgia (vitrectomia), com foco em preservar ou recuperar a visão.

Sinais de alerta (urgência): aumento súbito de moscas volantes, flashes, “cortina” no campo visual, queda rápida de visão ou distorção central nova.

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Buraco Macular (tratamento cirúrgico)

O buraco macular é uma abertura na mácula, região central da retina responsável pela visão de detalhes. Ele geralmente surge por tração do vítreo na mácula durante o processo natural de envelhecimento (tração vítreo-macular), e pode evoluir causando embaçamento central, linhas tortas e dificuldade para leitura.
O tratamento, na maioria dos casos, é cirúrgico e envolve a vitrectomia: remove-se o vítreo e são realizadas manobras delicadas para eliminar tração e favorecer o fechamento do buraco, muitas vezes com a remoção de uma fina camada (membrana limitante interna), para aumentar a chance de sucesso. Ao final, pode-se utilizar um gás intraocular que atua como “tamponamento” interno, ajudando a manter a mácula estável enquanto cicatriza.

Como é a cirurgia: microincisões, geralmente com anestesia local e sedação.
Recuperação: pode exigir posição específica da cabeça por alguns dias em casos selecionados; a melhora visual é gradual, ao longo de semanas a meses.
Prognóstico: quanto menor o tempo de evolução e quanto menor o buraco, melhor costuma ser o resultado.

3

Capsulotomia (Yag Laser)

A capsulotomia posterior é um procedimento a laser indicado para tratar a opacificação da cápsula posterior, condição comum após a cirurgia de catarata.
Mesmo com a lente intraocular bem posicionada, essa “película” pode ficar opaca ao longo do tempo, causando visão embaçada, ofuscamento e redução de contraste — muitas vezes semelhante ao que o paciente sentia antes da cirurgia de catarata.
O tratamento é realizado com o YAG laser, que cria uma abertura central nessa cápsula opaca, permitindo que a luz volte a passar livremente até a retina.

Como é feito: procedimento ambulatorial, rápido, com colírios (anestésico e dilatador quando necessário).
Recuperação: em geral, melhora visual rápida (frequentemente em horas ou poucos dias). Riscos (raros, mas importantes): aumento transitório da pressão ocular, inflamação, deslocamento de partículas vítreas e, muito raramente, edema macular ou descolamento de retina em predispostos.