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14
Nov

Diabetes e Visão Embaçada, qual a relação?

A pessoa com diabetes deve estar sempre monitorando a doença e controlando os níveis de glicose no sangue, para que a sua visão não seja afetada. Um sinal de alerta do descontrole do diabetes é a visão embaçada, que pode ocasionar outras doenças, como a retinopatia diabética. Entenda melhor sobre a relação do diabetes e visão embaçada, a seguir.

Diabetes no Brasil

Mais de 420 milhões de pessoas já são afetadas pelo diabetes em todo o mundo, segundo um relatório da Federação Internacional do Diabetes. No Brasil, cerca de 8% da população têm a doença, sendo que as mulheres são mais atingidas do que os homens.

Outro dado preocupante é que aproximadamente 40% dos adultos que têm diabetes, ainda não receberam o diagnóstico, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes. Quando a pessoa passa por períodos prolongados de hiperglicemia, que é o excesso de açúcar no sangue, ela pode desenvolver sérios problemas em vários órgãos, incluindo os olhos.

Por isso, quanto mais cedo for diagnosticada a doença, mais rápido poderá ser feito o tratamento para manter o diabetes controlado, evitando assim outras complicações.

O que é Retinopatia

Uma complicação muito comum do diabetes é a retinopatia. Esse problema prejudica a retina, uma membrana que fica na parte de trás dos olhos e converte a luz em sinais elétricos, transformando-os em imagens.

A retinopatia ocorre quando os níveis elevados de glicose no sangue afetam os vasos sanguíneos da retina, danificando a visão. A doença pode ser dividida em dois tipos:

  • Retinopatia não proliferativa: é quando os vasos sanguíneos do olho apresentam pequenas lesões. É o tipo menos grave da doença;
  • Retinopatia proliferativa: é quando surgem vasos sanguíneos mais frágeis no olho, que podem romper e piorar a visão e pode haver também o deslocamento da retina. Nessa fase, a doença já é considerada mais grave.

Quando a retinopatia é descoberta cedo e tratada por um oftalmologista, a chance de agravar a doença pode ser evitada.

Sintomas da Retinopatia

No estágio inicial, a doença não apresenta sinais aparentes. Mas, à medida em que ela vai progredindo, alguns sintomas podem aparecer, como a visão embaçada, manchas ou pontos escuros na visão, dificuldade para identificar cores e visão noturna prejudicada.

Portanto, é muito importante o acompanhamento oftalmológico e a realização de exames para prevenir a retinopatia, especialmente para quem tem diabetes.

Como você pode se cuidar

O paciente com diabetes precisa fazer o controle da doença e fazer exames específicos que podem detectar a retinopatia diabética. O exame de dilatação da pupila deve ser feito uma vez ao ano para identificar a retinopatia em seu estágio inicial.

Caso seja preciso, o oftalmologista pode indicar outros exames específicos que ajudam a diagnosticar a doença, como o mapeamento da retina, retinografia colorida, retinografia fluorescente (Angiofluoresceinografia), Tomografia de Coerência Óptica (OCT) e Angio OCT.

O Núcleo de Excelência em Oftalmologia oferece esses exames e possui equipamentos modernos para auxiliar no diagnóstico e tratamento da retinopatia diabética.

Tratamentos e Cirurgias

Se a retinopatia for diagnosticada através dos exames, o especialista em retina poderá realizar o tratamento, que tem o objetivo de retardar ou parar a progressão da doença. O tipo de tratamento varia conforme o tipo de retinopatia do paciente e a gravidade do problema.

A fotocoagulação é uma técnica de tratamento da retinopatia que utiliza o Laser Padrão Micropulsado. Essa técnica aquece o tecido retiniano e estimula sua cicatrização de maneira confortável e rápida para o paciente. O procedimento é ambulatorial, não sendo necessária a internação.

Outra forma de tratamento é a Terapia Antiangiogênica, que consiste na aplicação de um medicamento na cavidade vítrea do olho, que reduz o edema macular diabético, melhorando a visão do paciente. Na Terapia Intravítrea, são aplicados medicamentos específicos diretamente na cavidade vítrea. A medicação impede a formação de mais vasos sanguíneos e controla os danos à retina.

Há também o Implante Intravítreo de Dexametasona, que é feito em ambiente cirúrgico, com anestesia tópica, e a Cirurgia de Vitrectomia, indicada nos casos em que há o deslocamento da retina, edema de mácula diabético avançado ou hemorragia vítrea.

Especialista em Retina

O Núcleo de Excelência em Oftalmologia conta com uma equipe de oftalmologistas especializados em retina para ajudar no tratamento de retinopatia diabética do paciente com diabetes. São eles:

  • Dr. Rodrigo dos Anjos Versiani – CRM MG 34.376 (Diretor Técnico do NEO);
  • Dr. Fernando Pedrosa Aurélio – CRM 30.022;
  • Dr. Paulo Augusto Vieira de Aquino – CRM 51.011;
  • Dra. Rafaela Queiroz Caixeta Faraj – CRM 44.537;
  • Dra. Tatiana Queiroz Caixeta – CRM 53.008.

A retinopatia diabética tem tratamento! Para saber mais detalhes sobre a doença, baixe já o infográfico de Retinopatia e tenha acesso ao conteúdo exclusivo preparado pelo Núcleo de Excelência em Oftalmologia!

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Fale com o NEO pelo telefone (31) 3235-0001, pelo WhatsApp (31) 97109-0445 ou pela nossa Página de Atendimento.