Notícias

16
Out

Ceratocone tem cura?

ceratocone tem cura neo bh

A sua visão não é tão nítida quanto gostaria, você enxerga imagens múltiplas, chamadas também de imagens fantasmas ou poliopia ou diplopia monocular. Além disso, sente dor de cabeça com muita frequência. Esses são alguns sinais e sintomas de uma condição conhecida como ceratocone. Mas não se preocupe, pois ceratocone tem controle.

O ceratocone é uma patologia não-inflamatória, progressiva e crônica. Dessa forma, o ideal é que o diagnóstico seja feito de forma precoce para evitar complicações no futuro. É muito importante que isso seja feito já que a patologia pode piorar com o passar do tempo.

A melhor forma de evitar maiores problemas é conhecendo um pouco mais sobre a patologia e é isso que vamos fazer agora.

Ceratocone: o que é?

Comparando-se um globo ocular normal com um que possui ceratocone é possível notar a diferença. A córnea tem uma curvatura diferente, com uma espécie de ponta no centro, com um formato mais cônico que o normal. Além disso, o tecido da córnea é mais fino. É essa mudança na curvatura que provoca as distorções nas imagens descritas no início deste artigo.

Pessoas com ceratocone podem desenvolver doenças refrativas como astigmatismo miópico ou miopia.

A condição geralmente afeta ambos os olhos, sendo chamado de ceratocone bilateral. Existem divergências sobre a existência de ceratocone unilateral. Porém, a evolução de forma assimétrica, ou seja, com evolução mais agressiva em um dos olhos, é muito comum. O grande problema dessa doença é que, quando não tratada, ela pode evoluir com o passar do tempo desenvolvendo sérios problemas visuais.

Sinais e sintomas do ceratocone

Além da visão embaçada, múltipla ou dupla e as dores de cabeça, a doença pode causar outros sinais e sintomas. Por exemplo, a fotofobia — uma aversão exagerada à luz e que pode provocar dor nos olhos — é um dos sintomas do ceratocone. Nos casos mais avançados, com pior evolução, a redução da acuidade visual pode ser intensa.

Como é o diagnóstico de ceratocone

O ceratocone costuma se manifestar inicialmente ainda na adolescência e em adultos jovens, podendo se agravar com o passar dos anos. Sabe-se que quanto mais cedo o ceratocone se manifestar, as chances de evolução desfavorável são estatisticamente maiores e o acompanhamento especializado periódico e tratamento adequado devem ser precocemente indicados.

Ainda não se sabe ao certo todos os fatores envolvidos na causa do problema. Não existe um exame de sangue ou algo do tipo que consiga fazer o diagnóstico por si só. É conhecido que o ceratocone é uma doença multifatorial e que existe uma parcela de casos que apresentam herança familiar/genética envolvida (10% dos casos). Outros fatores muito importantes já bem conhecidos no desenvolvimento e pior evolução do ceratocone, são os fatores ambientais e individuais, como a alergia ocular e o consequente trauma mecânico pelo ato constante de “esfregar” os olhos.

Para fazer o diagnóstico é necessário realizar exames clínicos e também complementares. Um dos exames mais utilizados e imprescindível é a topografia computadorizada de córnea. Esse tipo de exame permite o especialista em ceratocone em Belo Horizonte analisar de forma quantitativa e qualitativa a superfície anterior do globo ocular (córnea). Dessa forma, fica evidente a curvatura exagerada da córnea e o formato irregular e mais pontudo da mesma.

Os “graus” de ceratocone

O ceratocone apresenta diversas classificações utilizadas pelos especialistas por todo o mundo. Uma das mais utilizadas, é a que leva em consideração a curvatura da córnea. Essa condição é dividida em graus de acordo com o estágio de curvatura que essa córnea apresenta. Vejamos abaixo quais são eles:

Grau 1: o ceratocone incipiente, também chamado de ceratocone frustro é a fase inicial da doença. A curvatura corneana encontra-se no limite entre uma córnea normal e uma córnea doente e a irregularidade da superfície resultante não é tão evidente. Nessa fase é que idealmente o diagnóstico deve ser realizado, porém acaba passando despercebido muitas vezes em um consulta de rotina sem uma avaliação minuciosa. A visão ainda está preservada e os erros refrativos como o astigmatismo e a miopia são mínimos ou inexistentes;

Grau 2: aqui, o portador já possui uma córnea com uma curvatura acima do normal, apresentando na maioria dos casos, algum distúrbio visual, mesmo que leve, que em grande parte dos casos, o uso de óculos e/ou lentes de contato podem garantir uma visão de qualidade. Na pequena parcela de casos em que não temos boa resposta com óculos ou lentes, o implante de anel de ferrara pode ser indicado já nesta fase.

Grau 3: nesse estágio a córnea geralmente já apresenta um formato irregular e pontiagudo, que muitas vezes não responde bem ao uso de óculos. Nesses casos, o uso de lentes de contato especiais (LCRGP) para ceratocone se tornam quase obrigatórias para um boa acuidade visual. Nos casos em que não se consegue uma boa adaptação com lentes especiais ou óculos, o implante de Anel de Ferrara pode ser muito efetivo para reduzir a curvatura e irregularidade corneana, permitindo assim, melhor adaptação e acuidade visual com o uso de óculos ou lentes de contato.

Grau 4: é o estágio mais avançado e nele podemos encontrar os casos com evolução mais dramática, com córneas extremamente encurvadas e afinadas. Uma boa parcela desses casos, podem ter redução da transparência corneana por formação de “inchaços” (hidrópsia) e/ou cicatrizes que culminam com visão muitas vezes insatisfatória, mesmo com o uso de lentes de contato especiais. Nesse estágio, a indicação de transplante de córnea se torna um pouco mais frequente.

Como já dissemos, o ceratocone quando não tratado pode evoluir e causar sérios problemas de visão, podendo levar à baixa acuidade visual significativa. Eis a importância de ir ao oftalmologista especialista em córnea com frequência e ter o diagnóstico o quanto antes. Com o acompanhamento ideal e diagnóstico precoce, nos casos com evolução e piora da acuidade visual documentada, podemos lançar mão de procedimentos como o Crosslinking do colágeno, realizado para fortalecimento das ligações entre as fibras de colágeno da córnea, no intuito de manter a estrutura corneana e evitar que a doença continue progredindo.

Ceratocone tem cura?

Como já dissemos no início deste artigo, ceratocone não tem cura definitiva, porém tem controle com diversos tratamentos efetivos para isso. A cirurgia do crosslinking de córnea pode conseguir evitar a progressão da doença, algo que as lentes esclerais ou óculos não são capazes de fazer.

Existem alguns tipos de procedimentos cirúrgicos que podem ser realizados como o Implante de Anel Intracorneano. Eles ajudam a aplainar a córnea e deixá-la o mais parecida possível com o formato normal, na tentativa de melhorar a superfície ocular e consequentemente a acuidade visual. Estudos recentes também vêm demonstrando que além da função de órtese para regularização da superfície da córnea, o Implante de Anel Intraestromal também pode auxiliar na estabilização do ceratocone em uma grande parcela dos casos.

Portanto, Ceratocone tem controle, mas é preciso diagnosticar a doença o quanto antes, pois os tratamentos menos invasivos podem ser menos efetivos nos casos mais avançados. Procure o oftalmologista do Núcleo de Excelência em Oftalmologia em Belo Horizonte para receber um excelente tratamento para seus olhos.

Quer saber mais?

O Núcleo de Excelência em Oftalmologia desenvolveu um infográfico completo, com tudo o que você precisa saber sobre o Ceratocone. Para acessar este conteúdo, basta clicar no link abaixo.

guia completo sobre ceratocone

Ficou com alguma dúvida?
Fale conosco pelo telefone (31) 3235-0001, pelo WhatsApp (31) 9-7109-0445 ou pela Central de Atendimento em nosso site

398