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4 CURIOSIDADES SOBRE A CATARATA

A Catarata é uma doença ocular bastante comum. Separamos para você 4 curiosidades sobre a Catarata:

História da cirurgia de catarata

A cirurgia ocular já era comum na Babilônia (1730-1685 a.C.) conforme relatos presentes no Código de Hammurabi. Mas o registro mais antigo de método para remoção de catarata data de 600 a.C.. No livro Samhita Uttara Tantra, o cirurgião Susruta descreve a técnica na qual o cristalino é deslocado por uma incisão onde era inserido o instrumento cirúrgico.

Apesar da ineficiência comprovada por alguns estudos, esta técnica é utilizada ainda hoje em vilarejos da Ásia. Muitos anos se passaram até que Abull Qasim Amar descreveu em 1000 d. C. a técnica de aspiração da catarata por uma agulha. Mas, foi em 1747, que a história da cirurgia de catarata teve seu grande marco: o oftalmologista Jacques Daviel foi o primeiro a realizar a extração extracapsular do cristalino por uma incisão inferior.

A extração intracapsular do cristalino ocorreu em 1753 com o cirurgião Sharp. E mais de quarenta anos depois Cassamata realizou, na Alemanha, a primeira tentativa de substituição do cristalino por uma prótese, inserindo uma lente de vidro no olho de um paciente após uma cirurgia de catarata. Como não havia suporte, a lente deslocou para a cavidade vítrea e a cirurgia não deu certo.

Seguindo a trilha de avanços neste campo, o alemão Albrecht von Graefe desenvolveu, em 1860, uma faca especial para a incisão. Por quase um século, tal instrumento foi o mais usado para extração extracapsular do cristalino.

Em 1900, Verhoeff realizou a extração intracapsular do cristalino com uma pinça. Quatro décadas depois, Hermenegildo Arruga e Ignácio Barraquer passaram a utilizar a sucção capsular em seus procedimentos.

A história da Catarata está repleta de homens destemidos que enfrentaram as críticas e a incredulidade de seus contemporâneos. Homens como Nicholas Harold lloyd Ridley que dedicou sua vida profissional a realização de um sonho: desenvolver uma técnica cirúrgica mais eficaz para o tratamento da catarata.

Durante a Segunda Guerra Mundial o Dr. Ridley observou que os pilotos da Força Aérea Real Britânica vítimas de ferimentos oculares com fragmentos da cabine da aeronave, apresentavam reação inflamatória mínima, e teve a ideia de utilizar o mesmo material – polimetilmetacrilato Perpex CQ – para construir uma lente que substituísse o cristalino humano. Em 1949, o Dr. Ridley efetuou a primeira cirurgia com implante de uma lente intra-ocular.

Em 1961, Tadeuz Krwawicz inventou a crioextração, que veio a ser usada universalmente até meados da década de 1980. Apesar de apresentar uma série de vantagens, esta técnica ocasionava várias complicações como edema macular cistoide, descolamento de retina, descompensação corneana e hérnia de íris.

As muitas sequelas decorrentes das cirurgias de catarata serviram como motivação permanente para o surgimento de novas técnicas e discussão do tema nos meios científicos. Até que em 1967 o cirurgião norte-americano Charles Kelman desenvolveu a técnica da facoemulsificação, considerado um procedimento cirúrgico mais seguro e eficaz para tratamento de catarata. Derivado do grego, faco significa cristalino e o método consiste na destruição do cristalino opaco com o uso de energia ultra-sônica e sua aspiração.

A partir disso, um novo desafio teve início. Desenvolver a lente intra-ocular mais eficiente para o olho operado. Para isso, muitas formas e materiais têm sido pesquisados ao longo dos anos. Hoje, é possível escolher com segurança o modelo mais apropriado para cada paciente e cada situação.

A Catarata é a maior responsável por cegueira em todo o mundo.

Um estudo de 2015 indica que, em todo o mundo, existam cerca de 20 milhões de pessoas com cegueira provocada pela Catarata.

A Catarata é mais comum em pessoas de idade avançada, mas não é uma doença exclusivamente “do idoso”.

A causa mais comum da Catarata é o envelhecimento natural do cristalino, mas ela não é única. A Catarata pode ser provocada por inflamações nos olhos, uso indevido de medicação, sequelas de traumas oculares ou pode ser congênita. Uma pesquisa de 2015 indica que a Catarata congênita atinge de 10 a 40 de cada 100.000 crianças.

Existem fatores de risco para o agravamento da Catarata.

Além de ter causas atreladas a fatores externos, como traumas e infecções, a Catarata pode também se apresentar como doença secundária de outras enfermidades, como Diabetes, obesidade, dentre outras. Diabéticos têm maior chance de apresentarem Catarata. Junte-se a isso os fatores de aceleramento do processo de envelhecimento do corpo. Pessoas que são fumantes, expõem-se excessivamente ao sol, sem a devida proteção, ou que tenham alimentação não balanceada, têm maior chance de apresentar Catarata quando em idade avançada, uma vez que o corpo envelhece mais rápido com os hábitos não saudáveis.

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